quarta-feira, 31 de outubro de 2012

O ano de 2012 vai marcar os 110 anos de nascimento de Carlos Drummond de Andrade e os 25 de sua morte

                                        Quando nasci, um anjo torto
                                       desses que vivem na sombra
                                 disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.

Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) nasceu em Itabira de Mato Dentro, interior de Minas Gerais. Filho de Carlos de Paula Andrade e Julieta Augusta Drummond de Andrade, proprietários rurais decadentes. Estudou no colégio interno em Belo Horizonte, em 1916. Doente, regressa para Itabira, onde passa a ter aulas particulares. Em 1918, vai estudar em Nova Friburgo, Rio de Janeiro, também no colégio interno.

Em 1921 começou a publicar artigos no Diário de Minas. Em 1922 ganha um prêmio de 50 mil réis, no Concurso da Novela Mineira, com o conto "Joaquim do Telhado". Em 1923 matricula-se no curso de Farmácia da Escola de Odontologia e Farmácia de Belo Horizonte. Em 1925 conclui o curso. Nesse mesmo ano casa-se com Dolores Dutra de Morais. Funda "A Revista", veículo do Modernismo Mineiro.

Drummond leciona português e Geografia em Itabira, mas a vida no interior não lhe agrada. Volta para Belo Horizonte, emprega-se como redator no Diário de Minas. Em 1928 publica "No Meio do Caminho", na Revista de Antropofagia de São Paulo, provocando um escândalo, com a crítica da imprensa. Diziam que aquilo não era poesia e sim uma provocação, pela repetição do poema. Como também pelo uso de "tinha uma pedra" em lugar de "havia uma pedra". Ainda nesse ano, ingressa no serviço público. Foi auxiliar de gabinete da Secretaria do Interior de Minas.

Em 1930 publica o volume "Alguma Poesia", abrindo o livro com o "Poema de Sete Faces", que se tornaria um dos seus poemas mais conhecidos: "Mundo mundo vasto mundo se eu me chamasse Raimundo seria uma rima, não seria uma solução". Faz parte do livro também, o polêmico "No Meio do Caminho", "Cidadezinha Qualquer" e Quadrilha". Em 1934 muda-se para o Rio de Janeiro, vai trabalhar com o Ministro da Educação e Saúde, Gustavo Capanema. Em 1940 publica "Sentimento do Mundo" influenciado pela Segunda Guerra Mundial. Em 1942 publica seu primeiro livro de prosa, "Confissões de Minas". Entre os anos de 1945 e 1962, foi funcionário do Serviço Histórico e Artístico Nacional.

Em 1946, foi premiado pela Sociedade Felipe de Oliveira, pelo conjunto da obra. O modernismo exerceu grande influência em Carlos Drummond de Andrade. O seu estilo poético era permeado por traços de ironia, observações do cotidiano, de pessimismo diante da vida, e de humor. Drummond fazia verdadeiros "retratos existenciais", e os transformava em poemas com incrível maestria.

A poesia de Carlos Drummond de Andrade era facilmente entendida e captada pelo grande público, o que o tornou poeta popular, o que não quer dizer que seus poemas fossem superficiais. A Rosa do Povo é um poema muito conhecido e comentado. A rosa nesse poema funciona como metáfora do entendimento universal, dos valores da democracia e da liberdade, valores típicos da modernidade no século 20. Carlos Drummond de Andrade foi também tradutor de autores como Balzac, Federico Garcia Lorca e Molière.

Em 1950, viaja para a Argentina, para o nascimento de seu primeiro neto, filho de Julieta, sua única filha. Nesse mesmo ano estréia como ficcionista. Em 1962 se aposenta do serviço público mas sua produção poética não para. Os anos 60 e 70 são produtivos. Escreve também crônicas para jornais do Rio de Janeiro. Em 1967, para comemorar os 40 anos do poema "No Meio do Caminho" Drummond reuniu extenso material publicado sobre ele, no volume "Uma Pedra no Meio do Caminho - Biografia de Um Poema". Em 1987 escreve seu último poema "Elegia de Um Tucano Morto".

Carlos Drummond de Andrade morreu no Rio de Janeiro, no dia 17 de agosto de 1987, doze dias depois do falecimento de sua filha, a escritora Maria Julieta Drummond de Andrade.

Obras de Carlos Drummond de Andrade


No Meio do Caminho, poesia, 1928
Alguma Poesia, poesia, 1930
Poema da Sete Faces, poesia, 1930
Cidadezinha Qualquer e Quadrilha, poesia, 1930
Brejo das Almas, poesia, 1934
Sentimento do Mundo, poesia, 1940
Poesias e José, poesia, 1942
Confissões de Minas, ensaios e crônicas, 1942
A Rosa do Povo, poesia, 1945
Poesia até Agora, poesia, 1948
Claro Enigma, poesia, 1951
Contos de Aprendiz, prosa, 1951
Viola de Bolso, poesia, 1952
Passeios na Ilha, ensaios e crônicas, 1952
Fazendeiro do Ar, poesia, 1953
Ciclo, poesia, 1957
Fala, Amendoeira, prosa, 1957
Poemas, poesia, 1959
A Vida Passada a Limpo, poesia, 1959
Lições de Coisas, poesia, 1962
A Bolsa e a Vida, crônicas e poemas, 1962
Boitempo, poesia, 1968
Cadeira de Balanço, crônicas e poemas, 1970
Menino Antigo, poesia, 1973
As Impurezas do Branco, poesia, 1973
Discurso da Primavera e Outras Sombras, poesia, 1978
O Corpo, poesia, 1984
Amar se Aprende Amando, poesia, 1985
Elegia a Um Tucano Morto, poesia, 1987

CRÔNICA DO EDITOR: FLANELINHA TRAINEE

Precisei ir ao cartório solicitar uma certidão. Incrível como o paradoxo do tempo nos espanta. Conseguimos apurar todos os votos de Curitiba, para prefeito, em menos de 1 hora, mas para retirar uma certidão de registro de imóveis temos que solicitar no cartório, presencialmente - em carne, osso e barriga - e esperar até 5 dias para receber! Em tempos INFORmação autoMÁTICA, parece-me que alguns processos meramente bur(r)ocráticos prevalecem e se perpetuam no tempo e no espaço, como memória viva de tempos d'antanho.

MAS, retomando o fio da meada, cheguei ao cartório, que, lógico, não tem estacionamento para clientes, e parei o carro na rua, entre dois outros a mostrar-me que eu deveria ter levado mais a sério os exercícios de baliza. Após muitos xingamentos e idas e vindas tentando acertar a vaga... consegui! Entrei, peguei a senha, esperei...esperei...esperei... e muitos esperei depois fui atendido por um sorriso automático - tipo máscara - que trocou a minha necessidade por um protocolo sem maiores explicações.

Na saída, ao entrar no meu carro fui abordado por um flanelinha que apresentava um tratamento muito mais alegre, pessoal e gentil do a máscara cartorária. Afinal, ele só ganha se agradar ao cliente!  Indaguei o por que dele não ter vindo me ajudar a estacionar e agora aparecia para cobrar? - Parece o governo - brinquei eu tragicomicamente. Nisto aparece outro (supervisor!?) que pede desculpa e abona o meu pagamento com uma explicação: - desculpe ele 'dôtor', é que ele é "trainee". Fiz questão de pagar para servir de incentivo ao novel flanelinha na sua iniciação. Afinal, qualificação é tudo...

EM TEMPO: Apesar de já pagar impostos e mais impostos para ter segurança, confesso que me sentir menos lesado ao pagar aos flanelinhas do que ao cartório. Fui melhor atendido, minha queixa foi levada em consideração e a solução foi imediata. 

POIS É, "se correr o bicho pega, se ficar o bicho come". Semana que vem retorno para retirar a certidão em meios a sorrisos plásticos e 'trainnees"...

CRÔNICA DO PALÁCIO DOS LEÕES - por José Aparecido Fiori

Por ruas escuras eu passo, não sei se corro, pego pra comer, laço ou traço. Vou à chácara dos Leões, ali,. Na subidinha do Colégio Estadual. Adentro portais apagados, acendo castiçais, a igreja fechada, cadê os fiéis? Intrigo-me, aflito ao lar retornar, que lar, se nunca tive um lugar pra viver, muito menos, amar? Subimos o monte Carmelo orando pra ninguém nos fazer o mal. Sejamos prudentes como as serpentes e simples como as pombas! Quantos discursos ouvimos coloquialmente ou fizemos e esquecemos, agora, de lembrar? Mas vamos lá ao concreto, ao fato, sem divagar. O Anthony nos convidou pra mais uma rodada de Literatiba, putz, gostei do nome. Curitiba é um centro cultural, piás e moçadas de primeiro a terceiro graus. Amo esta minha cidade. Sou pé verméio, mas 40 anos de capitár. Aqui me constitui um profissionár, ainda q desempregado sou e estou per omnia saecula saeculorum. Ah, nem tanto. Esperamos a chances, ainda que tardar. Estudei, plantei uma árvore, fiz filhos aqui, sou um curitbano, um curitibar. Nem sabia que por ali, na redondeza do Palácio dos Leões houve ou existiu um teatro, teatro do Outeiro da Glória? Pesquisadores, há de se pesquisar. Entre um vino e uno altro bom gole de arrebentar, conversar pra papear, e assuntos pra jogar em off, em on ou fora do ar. Conta-me o Willy Shuman que o Fidel fez uma tremenda de uma khda ao mandar pro paredón amigos do Hemingwai , putz, tá errado o nome aqui... E o escritor de la Bodeguita ficou muito chateado com isso, ainda q seus amigos fossem simpatizantes ou não do ex-ditador derrubado, o Batista. Isso teria motivado o suicídio do escritor? Entonces não sabia q há um carneiro bom de mangiare na Associação do Abranches, lá perto do cemitério onde foi sepultado nosso confrade jornalista Arnaldo Cruz, que assessorou a vereadora Nely Almeida, igualmente falecida e enterrada (já falamos sobre esse velório hoje!). E tem mais um butequinho bom ali, em frente, q dá de paparicar e talagar uma cervejinha gelada no ponto. Um bar de madeira. Já fui lá. E parlamos tanto q nem mais me lembro, um Marino, advogado brizolista, mais o enólogo Lima, o Colere, sorry, não sei mais lembrar. O Palácio dos Leões q fora a mansão dos magnatas, ervateiros?, hoje é, decidamente, um centro cultural, onde se reúnem pessoas cultas e incultas dos vários naipes. Onde, igualmente, encontramos amigos dos tempos de pelejar nas faculdades. E parlando, palarndo, se vá lontano. Buona note!!

EM TEMPO: Fi-lo, porque qui-lo... E ouvi contar ontem, no Palácio dos Leões, durante ágape literário promovido pelo mecenas mor curitibaiano Anthony Leahy: 'mostraram uma revista de mulher pelada para o então Jânio Quadros, era a sex-appeal Bruna Lombardi..., no que o ex-presidente da República disse: "se fosse novo, come-la-ia..., como já sou velho, como-Eloá". Eloá era a esposa do presidente!
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José Aparecido Fiori, jornalista, MT 963/06/83v, Mat. sindical 793, Sindicato dos Jornalistas Prof. do Paraná.
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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

29/10/2012 - DIA NACIONAL DO LIVRO


"Oh! Bendito o que semeia
Livros... livros à mão cheia...
E manda o povo pensar!
O livro caindo n'alma
É germe -- que faz a palma,
É chuva -- que faz o mar".


Instituído pela Lei nº 5.191, de 13 de dezembro de 1966, o dia 29 de outubro foi escolhido para ser o Dia Nacional do Livro por ser a data oficial da fundação da Biblioteca Nacional.

Inicialmente chamada Real Biblioteca no Brasil, ela começou com um acervo de 60 mil peças, entre livros, manuscritos, mapas, moedas, medalhas, etc. trazidos de Portugal com a vinda da família real portuguesa para o Rio de Janeiro em 1808.

A Biblioteca Nacional é a maior biblioteca da América Latina, sendo considerada pela Unesco uma das dez maiores bibliotecas nacionais do mundo.

"O livro é um mudo que fala, um surdo que responde, 
um cego que guia, um morto que vive." 
António Vieira

O primeiro livro escrito e impresso no Brasil

A iniciativa de Fonseca é tida como o início da história da publicação de livros no Brasil. Apesar disso, há estudiosos que defendem que o país começou a editar e publicar livros bem antes, mas não há nenhuma comprovação. Há quem afirme que o Conde de Nassau buscou fazer no Recife, durante a ocupação holandesa, um modelo de tipografia por lá. “A ideia existiu, mas pelos registros nos parece que ela nunca foi concretizada”.
Curiosidades
- A instalação da primeira tipografia no Brasil teria sido acidental e houve dificuldades para que ela efetivamente passasse a existir por aqui. “A implantação foi tardia, mas isso não prejudicou a evolução. Hoje o mercado editorial brasileiro é o mais forte da América Latina”, afirma o historiador Aníbal Bragança.
- No auge da tipografia, os livros chegaram a ter uma tiragem de 600 a 1 milhão de exemplares, no século 19. Hoje um livro costuma ter uma tiragem baixa: cerca de 3 mil exemplares.
- Quando a Impressão Régia foi fundada no Brasil, acreditava-se que a de Lisboa (Portugal) havia sido fechada. Na verdade, as duas funcionaram ao mesmo tempo. Por isso a confusão muitas vezes foi inevitável: alguns diziam que um livro era do Brasil quando, na verdade, era de Portugal ou vice-versa.
- Nas décadas de 1970 e 1980, São Paulo era chamada da cidade dos livros didáticos brasileiros por causa da grande concentração de editoras desse segmento na cidade.
- Logo depois da implantação da Impressão Régia, em 1808, outros editores, mesmo com certa censura, começaram a receber autorização para funcionar e ajudaram a expandir o setor.
- No século 19, quando dom Pedro II governava o país, ele deixou claro sua predileção pelas belas artes, por isso incentivou a produção de livros vinculados ao romantismo. As edições de bolso e as coleções econômicas tornaram-se mais corriqueiras.

VI LITERATYBA - JURUÁ SEMEANDO LIVROS

    Willy Schumann é jornalista formado pela Universidade Tuiuti do Paraná. Willy é colaborador de vários jornais, sites e revistas do país, entre eles a revista Bem Público e o portal Observatório de Imprensa. Willy também é assessor de imprensa e produtor de cinema e vídeo.



    29/10/2012 às 21:55:55 - Atualizado em 29/10/2012 às 22:23:56

Autores paranaenses participam de lançamento literário

A Juruá Editora, o Instituto Memória Projetos Culturais, através do seu editor Anthony Leahy (foto), em parceira com o BRDE – Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo-Sul promovem mais uma noite de autógrafos com autores paranaenses. Durante o evento os seguintes livros serão lançados:
Capa do livro: Interceptação Telefônica - Como Medida Cautelar Probatória nos Delitos Econômicos,
  Interceptação Telefônica
                     Como Medida Cautelar Probatória 
                           nos Delitos Econômicos
                          Jorge Sebastião Filho

 TEORIA DA DERROTABILIDADE
 PRESSUPOSTOS TEÓRICOS E APLICAÇÕES
 Coordenador: Cesar Antonio Serbena




DIREITO PENAL BASEADO EM CASOS
  TEORIA DO DELITO
Paulo César Busato (Org.)


 
A EMOCIONANTE HISTÓRIA DE AEL
Léa Muñoz De La Torre

  LIBERTE O “VELHO” QUE EXISTE EM VOCÊ
  Regina Célia Celebrone Lourenço
 Giselle Massi

ENTRADA FRANCA! 
ESTACIONAMENTO INTERNO GRATUITO!

JURUÁ SEMEANDO LIVROS
Data: 30 de Outubro de 2012
Horário: das 19h às 22h
Local: Palacete dos Leões -
Av. João Gualberto, 530, Alto da Glória.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

INDICAÇÃO DO EDITOR: VOCÊ É MEDÍOCRE?

INDICAÇÃO DO EDITOR: ESSENCIAL!
Capa do livro: Homem Medíocre, O - Pequeno ensaio Moral e Ética dirigido aos jovens, Fernando Simas FilhoHomem Medíocre, O - Pequeno ensaio Moral e Ética dirigido aos jovens
José Ingenieros, 164 pgs.
Publicado em: 20/12/2002
Editora: Juruá Editora
ISBN: 853620172-X


“O Homem Medíocre” é um ensaio filosófico sobre a natureza humana. O autor nos faz pensar sobre a mediocridade que marca as sociedades modernas, com os homens envoltos em suas rotinas e sem idealismo. São seres humanos “normais” que passam a vida sem vivê-la. Na verdade, reproduzem e vegetam. São homens e mulheres imersos em seus pequenos mundinhos, excessivamente prudentes, pragmáticos e sem ideais. Recusam-se a sonhar! Os seus horizontes não vão além dos instintos e necessidades imediatas.

DESTAQUES:

“Muitos nascem: poucos vivem. Os homens sem personalidade são inumeráveis e vegetam, moldados pelo meio, como cera fundida no cadinho social. Sua moralidade de catecismo e sua inteligência quadriculada, os constrangem a uma perpétua disciplina do pensamento e da conduta; sua existência é negativa como unidade social.

O homem medíocre é uma sombra projetada pela sociedade; é, por essência, imitativo, e está perfeitamente adaptado ara viver em rebanho, refletindo rotinas, preconceitos e dogmatismos reconhecidamente úteis para a domesticidade”.


Não vibram com tensões mais altas de energia; são frios, embora ignorem a seriedade; apáticos, sem serem previsores; acomodatícios sempre, nunca equilibrados. Não sabem estremecer, num calafrio, sob uma carícia terna, nem desencadear de indignação, diante de uma ofensa.

Não vivem a sua vida para si mesmos, senão para o fantasma que projetam na opinião dos seus semelhantes. Carecem de linha; sua personalidade se desvanece, como um traço de carvão sob a ação do esfuminho, até desaparecer por completo. Trocam a sua honra por uma prebenda, e fecham a sua dignidade com chave, para evitar um perigo; renunciaram a viver, ao invés de gritar a verdade em face do erro de muitos. Seu cérebro e seu coração estão entorpecidos igualmente. Como pólos de um imã gasto.

Quando se arrebanham, são perigosos. A fôrça do número supre a debilidade individual: mancomunam-se aos milhares, para oprimir todos quantos desdenham encadear a sua mentalidade nos elos da rotina.

Subtraídos à curiosidade do sábio, pela couraça da sua insignificância, fortificam-se na coesão do total; por isso, a mediocridade é moralmente perigosa, e o seu conjunto é nocivo em certos momentos da história: quando reina o clima da mediocridade.

São prosaicos  Não têm ânsias de perfeição: a ausência de idéias impede-os de pôr, em seus atos, o grão de sal que profetiza a vida.

Pressentem um perigo em toda ideia nova; se alguém lhes dissesse , que os seus preconceitos são idéias novas, chegaria a julgá-los perigosos.

Vivem uma vida que não é viver. Crescem e morrem como plantas; não necessitam ser curiosos, nem observadores. São prudentes, por definição, de uma prudência desanimadora. Se um deles passasse junto ao campanário inclinado de Piza, afastar-se-ia, temendo morrer esmagado.

No verdadeiro homem medíocre, a cabeça é um simples adorno do corpo. Se nos ouve dizer que serve para pensar, julga que estamos loucos” .

terça-feira, 23 de outubro de 2012

NOSSAS AÇÕES NOS REVELAM E NOS DEFINEM!

Nossas obras nos definem e nos revelam! Palavras quando desacompanhadas de atitudes e ações concretas são apenas palavras. Quando acreditamos e nos entregamos às nossas crenças e valores, não temos como não transbordar em nossas atitudes reais o que somos e em que acreditamos. Afinal, como é fácil proferir palavras se elas não nos obriga a um comportamento coerente! Basta olharmos o mundo e notaremos a quantidade de pessoas com palavras bonitas mas com ações ... Palavras mortas e até enganadoras! São os políticos falando de bem comum mas mera hipocrisia. O facebook repleto de mensagens lindas, mas na vida real, falsidade e ódio! Todos falando da desonestidade dos políticos, mas no cotidiano buscam levar todas as vantagens possíveis! 
"Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos?
Assim, toda árvore boa produz bons frutos; porém a árvore má produz frutos maus.
Uma árvore boa não pode dar maus frutos; nem uma árvore má dar frutos bons."

Ou seja, valores verdadeiros transformam as nossas vidas, fazendo com que as nossas atitudes sejam condizentes com o que professamos. Se o que acreditamos é verdade, não tem como separar o discurso da prática pois um se transforma no outro, um se materializa no outro. 

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

VI LITERATYBA – JURUÁ SEMEANDO LIVROS

A Juruá Editora, o Instituto Memória Projetos Culturais e o BRDE – Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo-Sul convidam para mais um evento cultural que visa o desenvolvimento humano a partir da democratização do saber.


Durante o evento os seguintes livros serão lançados: 

  TEORIA DA DERROTABILIDADE
  PRESSUPOSTOS TEÓRICOS E APLICAÇÕES
  Coordenador: Cesar Antonio Serbena

  
  DIREITO PENAL BASEADO EM CASOS
  TEORIA DO DELITO
 Paulo César Busato (Org.)


A EMOCIONANTE HISTÓRIA DE AEL
Léa Muñoz De La Torre


LIBERTE O “VELHO” QUE EXISTE EM VOCÊ
Regina Célia Celebrone Lourenço
Giselle Massi
ENTRADA FRANCA! 
ESTACIONAMENTO INTERNO GRATUITO!

Uma ótima oportunidade para o bate-papo entre autores, leitores e editores.
Anthony Leahy – Editor

SERVIÇO:
JURUÁ SEMEANDO LIVROS
Data: 30 de Outubro de 2012
Horário: das 19h às 22h
Local: Palacete dos Leões -
Av. João Gualberto, 530, Alto da Glória.


Publique já a sua obra literária!
“O que não se compartilha, se perde!”
Anthony Leahy – Editor
Conselheiro da Academia Brasileira de Arte, Cultura e História - SP
Membro do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná e da Academia de Cultura de Curitiba

FRASE PARA COMEÇAR A SEMANA!

Um ditado atribuído a Albert Einstein: 

"Só duas coisas são infinitas, o universo e a estupidez humana, mas não estou seguro sobre o primeiro".

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

QUAL A LÍNGUA OFICIAL NOS ESTADOS UNIDOS?

inglês é a língua nacional de fato. Lá, cada Estado da nação pode ter leis próprias e adotar qualquer língua como a sua oficial. Mas a nação por inteiro, em sua constituição, não coloca nenhuma de forma oficial. 

Embora não haja nenhuma língua oficial em nível federal, algumas leis, como os requisitos para naturalização, padronizam o inglês. 

Bem, como cada Estado pode ter sua própria língua oficializada, 32 optaram pelo inglês. O Havaí opta pelo inglês conjuntamente ao havaiano.O Novo México possui lei que prevê o uso do inglês e do espanhol. Quase igual é a Califórnia, que obriga documentos do governo a serem publicados também em espanhol. A Louisiana sai do espanhol e inclui o francês como oficial ao lado do inglês.

Livro: O caçador de pipas - Khaled Hosseini


"Existe apenas um pecado, um só. E esse pecado é roubar. Qualquer outro é simplesmente a variação do roubo. Quando você mata um homem, está roubando uma vida. Está roubando da esposa, o direito de ter um marido, roubando dos filhos um pai. Quando mente, está roubando de alguém o direito de saber a verdade. Quando trapaceia, está roubando o direito à justiça [...]"

Livro: O caçador de pipas - Khaled Hosseini 

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Bíblia de Gutenberg


Johannes Gutenberg nasceu em Mainz, na Alemanha, por volta de 1400, filho de uma família aristocrática ligada à indústria metalúrgica local. Viveu em Estrasburgo (na França atual) por um tempo, onde ele realizou experiências com tipos metálicos móveis, fabricados através de um molde. Em meados da década de 1450, ele aperfeiçoou um sistema de impressão com tipos móveis, que usou para criar o que se tornou o livro mais famoso do mundo, a tradução em Latim da Bíblia (Vulgata), geralmente conhecido como a Bíblia de Gutenberg. 

Os estudiosos têm pesquisado exaustivamente todos os aspectos do trabalho de Gutenberg: a tipologia elaborada, com seus 290 caracteres diferentes oriundos da escrita missal gótica, a forma pela qual ele dividiu o texto no processo de composição, e o papel que usouusou para a impressão. No entanto, certos pontos fundamentais sobre a Bíblia de Gutenberg são ainda desconhecidos ou permanecem como matérias de disputa: A data em que a impressão foi concluída baseia-se, unicamente, na anotação "1455" na encadernação do exemplar em papel que se encontra em Paris. Acredita-se que foram impressas 180 cópias da Bíblia, mas esta informação é baseada em uma única carta de Enea Silvio Piccolomini (o futuro Papa Pio II), o qual viu amostras do trabalho de Gutemberg em Frankfurt, em 1455. Originalmente, Gutenberg desejava imprimir os títulos dos livros da Bíblia em vermelho, mas abandonou esta ideia  usando, ao invés disso, uma tabela impressa em separado, que serviria como modelo para que essas linhas fossem inseridas manualmente. 

Foi impressa folha a folha, no formato de 38 cm x 50 cm. Tinha 1286 páginas e foi composta por fontes góticas, em letras grandes, pois na época não existia regras para corpo de texto. Feita em duas colunas, 42 linhas cada, impresso nas cores preto e vermelho, divida em 2 volumes, e tiragem de 180 cópias. 

Graças a perfeição, esse livro é considerado a maior obra das artes gráficas. Para isso, Gutenberg também criou o molde para fundir as letras no metal com a mesma altura, criou a tinta que adere ao metal e que permitiu imprimir com seus tipo, e criou a prensa que lhe permitia uma produção por hora de 20 cópias.

Se você quiser ver um destes exemplares basta ir a um  museu ou à casa do Bill Gates que tem um exemplar na casa dele. 

10 Doenças mais estranhas do mundo!

1. SÍNDROME DO SOTAQUE ESTRANGEIRO
Após sofrer uma pancada ou qualquer outro tipo de lesão no cérebro, as vítimas desse distúrbio passam a falar com sotaque francês... ou italiano... ou espanhol. A língua varia, mas, na maioria dos casos, as vítimas desconhecem o novo idioma. Segundo cientistas, a pronúncia não é efetivamente estrangeira, só dá a impressão disso. Pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra, acreditam que o sintoma é causado por um trauma em áreas do cérebro responsáveis pela linguagem, provocando mudanças na entonação, na pronúncia e em outras características da fala. 

2. SÍNDROME DE CAPGRAS
Após sofrer uma desilusão com o cônjuge, com os pais ou com qualquer outro parente, a pessoa passa a acreditar que eles foram sequestrados e substituídos por impostores. O sintoma por vezes se volta contra a própria vítima: ao se olhar no espelho, ela também acredita que está vendo a imagem de um farsante. O problema tende a atingir mais pessoas a partir dos 40 anos e suas causas ainda não são conhecidas. A síndrome foi descoberta pelo psiquiatra francês Jean Marie Joseph Capgras, que a descreveu pela primeira vez em 1923. Em graus mais extremos, a vítima acha que até objetos inanimados, como cadeiras, mesas e livros, foram substituídos por réplicas exatas.

3. SÍNDROME DA MÃO ESTRANHA
"Minha mão agiu por conta própria..." Essa desculpa usada por alguns cafajestes pode ser verdadeira. A síndrome em questão alien hand syndrome, em inglês faz com que uma das mãos da vítima pareça ganhar vida própria. O problema atinge principalmente pessoas com lesões no cérebro ou que passaram por cirurgias na região. O duro é que o doente não presta atenção na mão boba, até que ela faça alguma besteira. A mão doida é capaz de ações complexas, como abrir zíperes... Os efeitos da falta de controle sobre a mão podem ser reduzidos dando a ela uma tarefa qualquer, como segurar um objeto.

4. SÍNDROME DE ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS
Doença que provoca distorções na percepção visual da vítima, fazendo com que alguns objetos próximos pareçam desproporcionalmente minúsculos. O distúrbio foi descrito pela primeira vez em 1955, pelo psiquiatra inglês John Todd, que o batizou em homenagem ao livro de Lewis Carroll. Na obra, a protagonista Alice enxerga coisas desproporcionais, como se estivesse numa "viagem" provocada por LSD. As vítimas da síndrome também vêem distorções no próprio corpo, acreditando que parte dele está mudando de forma ou de tamanho.

5. PICA
Esse nome também estranho não tem nada de pornográfico: pica é uma palavra latina derivada de pêga, um tipo de pombo que come qualquer coisa. E a pica - a síndrome, é claro - faz exatamente isso: a pessoa sente um apetite compulsivo por coisas não comestíveis, como barro, pedras, tocos de cigarros, tinta, cabelo... O problema atinge mais grávidas e crianças. Após comerem muita porcaria involuntariamente, os glutões ficam com pedras calcificadas no estômago.Em 2004, médicos franceses atenderam um senhor de 62 anos que devorava moedas. Apesar dos esforços, ele morreu. Com cerca de 600 dólares no estômago...

6. MALDIÇÃO DE ONDINA
O nome bizarro é uma referência a Ondina, ninfa das águas na mitologia pagã européia. A doença, mais estranha ainda, faz com que as vítimas percam o controle da respiração. Se não ficar atento, o sujeito simplesmente esquece de respirar e acaba sufocado! A síndrome foi descoberta há 30 anos e já existem cerca de 400 casos no mundo. Pesquisadores do hospital Enfants Malades, de Paris, acreditam que a doença esteja relacionada com um gene chamado THOX2B. O sistema nervoso central se descuida da respiração durante o sono e o doente precisa dormir com um ventilador no rosto para não ficar sem ar!

7. SÍNDROME DE COTARD
Depressão extrema, em que o doente passa a acreditar que já morreu há alguns anos. Ele acha que é um cadáver ambulante e que todos à sua volta também estão mortos. Em casos extremos, o sujeito diz que pode sentir sua carne apodrecendo e vermes passeando pelo corpo... Na fase final, a vítima deixa até de dormir e sua ilusão pode efetivamente se tornar realidade. O nome da doença faz referência ao médico francês Jules Cotard, que a descreveu pela primeira vez em 1880. Apesar de depressivo e certo de que está morto, o doente, contraditoriamente, também pode apresentar idéias megalomaníacas, como a crença na própria imortalidade.

8. SÍNDROME DE RILEY-DAY
Se você já sonhou em nunca mais sentir nenhuma dor, cuidado com o que pede... As vítimas dessa doença não sentem dores, mas isso é um problema. Elas ficam muito mais sujeitas a sofrer acidentes porque param de registrar qualquer aviso de dano nos tecidos do corpo, como cortes ou queimaduras. A doença é causada por uma mutação no gene IKBKAP do cromossomo 9 e foi descrita pela primeira vez pelos médicos Milton Riley e Richard Lawrence Day. Sem o aviso de perigo que a dor proporciona às pessoas comuns, a maioria dos doentes com a síndrome de Riley-Day tende a morrer jovem, antes dos 30 anos, por causa de ferimentos.

9. SÍNDROME DA REDUÇÃO GENITAL
Também conhecido como koro, esse distúrbio mental deixa a pessoa convencida de que seus genitais estão desaparecendo. A maioria dos casos até hoje foi relatada em países da Ásia ou da África, e em muitos deles a síndrome parece ter sido contagiosa! Um dos episódios mais estranhos ocorreu em Cingapura, em 1967, quando o serviço de saúde local registrou centenas de casos de homens que acreditavam que seu pênis estava sumindo. Um único caso da síndrome da redução genital foi registrado até hoje no Brasil, no Instituto de Psiquiatria da USP. Convencido de que seu pênis estava sumindo, o doente tentou se matar com duas facadas no abdômen!

10. CEGUEIRA EMOCIONAL
A expressão "cego de emoção" existe na prática, e pode acontecer com qualquer pessoa normal. O problema foi descoberto recentemente por pesquisadores da Universidade de Yale, nos Estados Unidos. Depois de olhar para alguma imagem forte, principalmente com conteúdo pornográfico, a maioria das pessoas perde a vista por um curto espaço de tempo - décimos de segundo na verdade. Até agora, nenhum especialista conseguiu explicar o porquê dessa reação. A descoberta da cegueira emocional deu origem a um movimento no Congresso americano para que seja banida toda a publicidade com apelo erótico em grandes rodovias do país.

Os petrificados de Pompéia

Pompeia ou Pompeios foi outrora uma cidade do Império Romano situada a 22 quilômetros da cidade de Nápoles, na Itália, no território do atual município de Pompeia. A antiga cidade foi destruída durante uma grande erupção do vulcão Vesúvio em 79 d.C., que provocou uma intensa chuva de cinzas que sepultou completamente a cidade. Ela se manteve oculta por 1600 anos, até ser eventualmente reencontrada em 1749
Cinzas e lama protegeram as construções e objetos dos efeitos do tempo, moldando também os corpos das vítimas, o que fez com que fossem encontradas do modo exato como foram atingidas pela erupção. Desde então, as escavações proporcionaram um sítio arqueológico extraordinário, que possibilita uma visão detalhada na vida de uma cidade dos tempos da Roma Antiga.
Igualmente chocante são os corpos dos habitantes que sucumbiram diante do vulcão, já que também ficaram preservados, mas em forma de corpos petrificados.  É possível ver um indivíduo em posição de prece, um homem amparando uma mulher, e até o corpo petrificado de um cão.
Morte instantânea: a posição em que as vítimas foram encontradas é uma das provas de que a morte foi instantânea - "A posição dos moldes é a típica reação chamada cadaveric spasm ("espasmo cadavérico" em tradução literal do inglês, um enrijecimento muscular que ocorre no momento da morte), a posição vital na qual a pessoa foi atingida pela onda de calor", explicou. 

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Qual o texto mais antigo em português?

É um texto de 1175, chamado Notícia de Fiadores. Quase não tem semelhança com o português atual. Os linguistas identificam vários elementos nele que o caracterizam como português antigo, ou galego-português, e o diferem do latim, ainda muito empregado na época. O documento foi descoberto pela pesquisadora Ana Maria Martins, da Universidade de Lisboa, em 1999. Ela o encontrou no Arquivo Nacional da Torre do Tombo. Confira e compare a versão original com a sua "tradução":

Texto Original
Noticia fecit pelagio romeu de fiadores Stephano pelaiz .xxi. solidos lecton .xxi. soldos pelai garcia .xxi. soldos. Güdisaluo Menendici. xxi soldos /2 Egeas anriquici xxxta soldos. petro cõlaco .x. soldos. Güdisaluo anriquici .xxxxta. soldos Egeas Monííci .xxti. soldos [i l rasura] Ihoane suarici .xxx.ta soldos /3 Menendo garcia .xxti. soldos. petro suarici .xxti. soldos Era Ma. CCaa xiiitia Istos fiadores atan .v. annos que se partia de isto male que li avem

Versão modernizada
Pelágio Romeu lista aqui seus fiadores: para Pedro Colaço, devo dez contos; para Estevão Pais, Leitão, Paio Garcia, Gonçalo Mendes, Egas Moniz, Mendo Garcia e Pedro Soares, deve vinte contos; para João Soares, trinta contos, e para Gonçalo Henriques, quarenta contos. Agora estamos em 1175, e só daqui a cinco anos vou ter que pagar esses patrícios!

PALAVRÕES, XINGAMENTOS... SERÁ?

  • Boceta
Na língua portuguesa o termo boceta designa “caixinha redonda, oval ou oblonga, feita de materiais diversos e usada para guardar pequenos objetos”. Porém, nos dicionários de língua portuguesa brasileira vê-se que em geral o uso da palavra “boceta” é tido como um modo chulo de se referir ao órgão sexual feminino.
  • Porra
A palavra porra é bastante conhecida, em linguagem chula, por significar sêmen, tanto de humanos quanto de animais. Mas seu verdadeiro sinônimo é porrete ou clava, arma muito usada na idade média. 
  • Caralho
Caralho é bem conhecido, em linguagem chula, como pênis. Mas, a palavra se originou dos navios portugueses. Sabem aquelas cestas que ficavam lá no alto dos mastros dos navios onde ficava um marinheiro vigiando? Esse lugar era chamado de caralho. Também servia de castigo para algum tripulante, daí a expressão "Vai pro caralho", significando uma coisa negativa.
  • Cu
O que é, o que é: É redondo, tem um buraco no meio e muita gente gosta de dar.
resposta: O CD! Pensou bobagem, né?

cu é muito conhecido por ser o sinônimo, em linguagem chula, de ânus. Consegue-se entender bem o porquê ao saber que é parte oposta da ponta da agulha, aquela que tem um buraco para se passar a linha.

  • Puta
Puta é como chamamos vulgarmente as garotas de programa ou prostitutas. Puta, na realidade, é um nome dado à deusa menor da agricultura na mitologia romana. Segundo a história, festas aconteciam para celebrar a poda das árvores e honrar a deusa, e durante essas festas as sacerdotisas se prostituíam. 

EDUCAÇÃO: GERAÇÃO ENRASCADA - A NOSSA CULPA!

Texto de autoria desconhecida, originalmente em Português lusitano.

N´OUTRA PUBLICAÇÃO, ESCREVI PARA TERMOS CUIDADOS COM A VISÃO ALARMISTA SOBRE OS MAIS JOVENS, DESACREDITADOS DESDE SÓCRATES. BEM, ESTE TEXTO, ACREDITO QUE SIRVA PARA A MAIORIA DOS FILHOS DA CLASSE MÉDIA BRASILEIRA. ACHO ATÉ ALARMISTA, SIM, MAS, COM COM MUITA E ALARMANTE VERDADE!
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Um dia, isto tinha de acontecer. Existe uma geração enrascada? Existe mais do que uma! Certamente!

Está enrascada a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida. Está enrascada a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) enrascada são os que mais tiveram tudo. Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.

Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (atualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.

Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1º automóvel, tanque de combustível cheio, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.

Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes. Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou. Foi então que os pais ficaram enrascados.

Os pais enrascados não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem  Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado. Os pais enrascados deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde  uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais. São pais que contam os centavos para pagar as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquer coisa phones ou pads, sempre de última geração.

São estes pais mesmo enrascados, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!

A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.

Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados. Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que coleciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional. 

Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a  informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere. 

Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.

Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.
Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável. Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada. Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de guarda a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.

Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração? Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos! Os jovens que detêm estas capacidades - características não encaixam no retrato coletivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem  são esses que se queixam assim (embora estejam enrascados, como todos nós).

Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados acadêmicos, porque, que inveja!, que chatice!, são cromos que só estorvam os outros e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.

E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!

Novos e velhos, todos estamos enrascados. Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens. Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles. A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la.

Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam. Haverá mais triste prova do nosso fracasso? Pode ser que tudo isto não passe de alarmismo, de um exagero meu, de uma generalização injusta. Pode ser que nada/ninguém seja assim.
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"Quando um pão com manteiga não serve para alimentar e um copo de água não serve para matar a sede há algo de muito errado! Principalmente em um mundo onde mais da metade morre de fome e de sede e a outra metade de obesidade!" Anthony Leahy